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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

domingo, 6 de março de 2011

Só restou a lágrima e a dor da saudade


(...) E eu achei que havia pessoas que não morressem nunca ou que não devessem morrer nunca. Talvez todos já tenham pensado nisso, ou quem sabe ainda não, mas penso que hão de pensar, quando ouvirem a morte bater à porta. Talvez não será você que irá atender, talvez seja um ente querido e aí então você se lembrará dessas palavras, ou quem sabe dirá: Mas ela? Logo ela? E por quê ela?
Tantas perguntas sem respostas, tantas coisas sem explicação. Daí a gente lembra que não tem o controle de nada aqui nesta vida e que existe alguem lá em cima que é o único que tem. A vida é uma tênue linha existênte entre o nascimento e a morte, que a qualquer momento pode se romper, todos nós sabemos que estamos aqui de passagem, mas quando chega a hora de encarar essa verdade, a situação muda, parece que o céu caiu sobre a nossa cabeça.
Talvez seja tarde pra dizer Te amo, talvez eu nem tenha sido uma boa filha, mas eu fui o melhor que eu consegui. Talvez você tenha achado que eu não segui os seus ensinamentos, mas saiba mãezinha que eu tenho tudo bem guardado aqui comigo, seu exemplo, sua honestidade, sua dedicação não se perderão nunca.
Descanse em paz minha mãe.
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