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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Aleatóriamente

Eu queria escrever coisas bonitas mas tudo o que escrevo reflete o meu ser infeliz.
Eu queria entender o que se passa em minha mente, mas talvez essa tarefa seja impossível de conseguir.
Eu queria colocar no papel tudo o que se passa aqui, mas é tanta coisa e passa tão rápido que não dá tempo de juntar as letras para que formem uma palavra, que dirá um texto. Neste caso vou tentar transcrever aqui alguns flashes que muito provavelmente não farão sentido algum pra quem lê, mas tudo bem, ninguém vai ler isso mesmo, sei lá, em tempos de internet, vai saber, sempre há algum louco que assim como eu, sai bisbilhotando por aí e se depara com alguma coisa sem sentido e para pra dar uma olhada, vai saber.
O fato é que agora estou tomando cerveja e comendo pão de alho, na verdade esse ritual de comer pão de alho e cerveja eu fazia com alguém com quem pretendia dividir a vida, mas enfim, nem sei porque me lembrei disso agora, já que não faz mais diferença, hoje meu parceiro é a solidão, assim como ontem, anteontem e anteontontem.
A princípio, a minha idéia por hora, é transcrever aqui todas as merdas que eu digo quando estou em estado alcóolico e que nem sempre tenho com quem conversar, apesar de neste momento não estar embriagada, no entanto, considerando que a lata que agora bebo é de 473 ml e considerando que voltei a tomar a Flux hoje, digamos que eu já estou me sentindo um pouco amortecida.
Voltemos ao ponto, e qual era o ponto mesmo?
Ahh não havia ponto, não há escript, não há tema, não há pretextos, muito menos motivos, simplesmente estou aqui, conversando com uma tela de computador que não responde, não interage e não me dá nenhuma resposta que eu gostaria de ter.
Até que eu encontre companhia melhor. E agora eu encontei...
Xaau!!!
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