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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

domingo, 27 de novembro de 2011

Gira mundo


É dificil nos permitir sentir-se bem sabendo que outra pessoa está sofrendo por nossa causa e com  isso tomamos decisões precipitadas que erroneamente nos dão a sensação de estar fazendo a coisa certa, quando na verdade estamos apenas querendo nos livrar do peso da consciência e da culpa que carregamos por não mais querermos fazer parte da vida de tal pessoa.
E até que ponto devo me culpar? Se é que devo. 
Quando um relacionamento chega ao fim, nem sempre há que se pensar em vítima ou culpado, apenas chega o fim e ponto. Penso que vivemos em ciclos, uns maiores outros menores, mas sempre com início, meio e fim. O que acontece é que humanos tem a tendência de prorrogar os prazos e acabam adiando decisões e com isso acostumam-se com o mesmo e cada vez fica mais difícil livrar-se da comodidade, do costume e da culpa por não querer. Então, que seja o menos amargo possível os finais que a vida nos reserva. 
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