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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que ficou pra trás deve descançar em paz...


E aquela inquietação novamente lhe assolava a alma, era algo incontrolável. às vezes sentia-se bem, mas era só às vezes. O resto do tempo era metade angústia e a outra metade tristeza. Logo agora que tudo estava indo tão bem, parecia ter se curado daqueles seus devaneios fora de hora, como se houvesse hora pra isso. Mas não, ela não se curou, apenas adiou o inadiável. Tentou descobrir o que lhe causava tanta dor, buscou na memória e foram tantos acontecimentos, alguns bons outros nem tanto. Mas dos bons ela sentia saudade e talvez até quisesse revivê-los, mas não era mais possível. Ninguém poderia, pois ninguém vive de passado, mesmo que os personagens das estórias se propusessem em revivê-las, nada seria igual. Não se pode entrar no mesmo rio duas vezes. Muita água já rolou e muita coisa já passou, mas o que instiste em não passar e não vai passar nunca é a vontade de voltar no tempo.
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