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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tenho pensado...

 O quanto aquela mulher tem tido que abrir mão de coisas antes tidas como verdades quem sabe até absolutas, ao menos para ela.
Sonhos, planos, convicções e até sentimentos, que tiveram de ser moldados ou quem sabe até arrancados dela própria. Coisas antes sem sentido, inaceitáveis, agora cotidianos.
Maudade minha, seria, dizer que a ela foi imposto essa situação e isso a faz sentir-se pior, pois ela sabe que não foi ameaçada nem obrigada a mudar assim tão radicalmente, pelo menos não à mão armada. Uma ameaça velada, talvez. Bem, acho isso irrelevante, dadas as circunstâncias.
Só me vem a mente uma razão: o amor! É isso mesmo, talvez para alguns seja demodê, mas esse sentimento ainda anda mudando pessoas.
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