O que é o amor, senão um punhado de incertezas.
É querer e não querer ao mesmo tempo, é pensar no que vem
depois, é pensar numa vida sozinha e não gostar muito do que se pensou.
É fazer planos, onde instintivamente a pessoa amada está
presente em todos.
Acho que o amor é essa sensação de não saber direito se é
amor mesmo, mas sentir a falta mesmo sem querer sentir. Às vezes é pensar em
desistir e desistir de pensar nisso quando olha pra pessoa, ao sentir que o
abraço que ele dá é o melhor lugar que você poderia de estar. É querer contar
todos os acontecimentos do seu dia pra ele, é estar junto nos melhores e nos
piores momentos, protegendo, cuidando, se preocupando, amando, brigando.
É claro que seria melhor se não houvessem brigas, mas como
evitá-las se dois seres completamente diferentes (ou nem tanto) resolvem
compartilhar uma vida?
É sentir que vale a pena, mesmo com todos os obstáculos e
defeitos, porque não é só festa, às vezes é dor.
Amar, muitas vezes é ter que enterrar o orgulho, o ciúme, o
apego, e deixar o outro voar, por mais que o nosso egoísmo faça com que
esqueçamos essas teorias todas e acabamos por fazer tudo ao contrário,
prendemos, sufocamos, quando na verdade só queremos exclusividade, o que nem
sempre é saudável ou possível. Mas o que fazer? Somos tão complexos e
imperfeitos.
É... o amor não é tão simples assim, se fosse, muito mais
fácil seria dizer: não dá mais, a gente não combina, até logo, mas como
explicar isso ao coração?
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