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Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras. (Clarice Lispector)

domingo, 17 de agosto de 2014

Amores em tempos de bipolaridade


O que é o amor, senão um punhado de incertezas.
É querer e não querer ao mesmo tempo, é pensar no que vem depois, é pensar numa vida sozinha e não gostar muito do que se pensou.
É fazer planos, onde instintivamente a pessoa amada está presente em todos.
Acho que o amor é essa sensação de não saber direito se é amor mesmo, mas sentir a falta mesmo sem querer sentir. Às vezes é pensar em desistir e desistir de pensar nisso quando olha pra pessoa, ao sentir que o abraço que ele dá é o melhor lugar que você poderia de estar. É querer contar todos os acontecimentos do seu dia pra ele, é estar junto nos melhores e nos piores momentos, protegendo, cuidando, se preocupando, amando, brigando.
É claro que seria melhor se não houvessem brigas, mas como evitá-las se dois seres completamente diferentes (ou nem tanto) resolvem compartilhar uma vida?
É sentir que vale a pena, mesmo com todos os obstáculos e defeitos, porque não é só festa, às vezes é dor.
Amar, muitas vezes é ter que enterrar o orgulho, o ciúme, o apego, e deixar o outro voar, por mais que o nosso egoísmo faça com que esqueçamos essas teorias todas e acabamos por fazer tudo ao contrário, prendemos, sufocamos, quando na verdade só queremos exclusividade, o que nem sempre é saudável ou possível. Mas o que fazer? Somos tão complexos e
imperfeitos.

É... o amor não é tão simples assim, se fosse, muito mais fácil seria dizer: não dá mais, a gente não combina, até logo, mas como explicar isso ao coração?
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